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Netflix quer bancar cinemas em instituições de ensino e ações pró-turismo no Brasil

(FOLHAPRESS0 - A Netflix atualmente negocia com os ministérios da Educação e do Turismo um aporte para a construção de salas de cinema em instituições federais de ensino e para a realização de uma campanha de atração de turistas a partir de personagens e cenários de suas produções brasileiras.

Por Cidades na Web em 04/04/2025 às 11:34:33

(FOLHAPRESS0 - A Netflix atualmente negocia com os ministérios da Educação e do Turismo um aporte para a construção de salas de cinema em instituições federais de ensino e para a realização de uma campanha de atração de turistas a partir de personagens e cenários de suas produções brasileiras.

A reportagem apurou que as negociações não foram finalizadas, mas se arrastam há meses -desde o primeiro semestre de 2024, no caso das salas, e há dois anos, no da campanha– e dão sinais de que vão, enfim, sair do papel.

Elas acontecem num contexto de aproximação da gigante americana do governo federal e em paralelo à discussão, no Congresso, da regulamentação do streaming. Nesta semana, a Netflix anunciou ainda que usará a Lei Rouanet pela primeira vez para destinar R$ 5 milhões à Cinemateca Brasileira.

Nas conversas iniciais com o Ministério da Educação, cinco institutos com cursos técnicos de cinema ganhariam salas de exibição bancadas pela Netflix. Seriam eles os de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Brasília -nos campi São Miguel Paulista, Alvorada, Recanto das Emas, Cidade de Goiás e Curitiba, respectivamente.

Devido a problemas de logística e estrutura, porém, apenas um deles servirá de piloto, num primeiro momento. A adaptação de auditórios pré-existentes seria feita nos moldes dos CEUs que integram o Circuito Spcine, rede de salas públicas da Prefeitura de São Paulo, e integraria o Fundo Netflix pela Equidade Criativa, que promove formação no audiovisual nos países onde está presente -recentemente, o México passou pela experiência, após uma parceria com seu Ministério da Cultura.

Já com o Ministério do Turismo e a Embratur, a reportagem apurou que a gigante estuda encabeçar uma campanha de promoção do turismo a partir de personagens e cenários de produções da plataforma. A iniciativa toma como molde algo semelhante feito em países como a França, que tem um guia de viagens estrelado pelos protagonistas de "Emily em Paris" e "Lupin", entre outros.

Procurado, o Ministério da Educação afirma, via assessoria de imprensa, que o projeto está "em fase de estudos e debates no âmbito da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica". A Netflix não se manifestou sobre as iniciativas.

A Embratur, Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo vinculada ao Ministério do Turismo, diz que não fechou contrato para realização de campanha, mas que mantém diálogo institucional com plataformas, para firmar parcerias que promovam a cultura e os destinos turísticos do Brasil.

Atualmente, há dois projetos de lei que tratam da regulamentação do streaming tramitando no Congresso Nacional. Um deles corre no Senado, e propõe uma alíquota de 3% da receita operacional bruta. O outro, que teve o regime de urgência aprovado em 2023 na Câmara dos Deputados, sugere uma taxa de 6% da receita bruta das plataformas.

O PL do streaming tenta sair do papel há anos, sem sucesso. Mas a última semana mostrou que surge uma nova onda de discussões sobre o tema em Brasília. Uma série de reuniões, com nomes como Geraldo Alckmin, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e entidades do setor audiovisual, aconteceram em Brasília.

Leia Também: Netflix vai destinar R$ 5 milhões para Cinemateca reformar a sala Oscarito

Tags:   Brasil
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