Padre preso sob suspeita de estuprar coroinhas em Presidente Epitácio é solto pela Justiça

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Divulgação

O padre de 43 anos, que atuou em Presidente Epitácio, entre 2015 e 2017, e foi preso no ano passado por estupro de vulnerável e pedofilia, foi solto nesta semana, dia 04. O suspeito cumpria uma prisão preventiva no Centro de Reabilitação (CR) localizado no distrito de Montalvão, em Presidente Prudente (SP).

A defesa dele conseguiu um habeas corpus na Justiça. A alegação foi de que ele estava preso havia muito tempo sem ser julgado. O pedido foi aceito pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) na última segunda-feira (3) e determinou a expedição de mandado de soltura.

Acusado de abusar de dois coroinhas, que na época tinham menos de 13 anos, o padre estava preso desde 28 de fevereiro do ano passado. Os casos teriam ocorrido entre 2015 e 2017 dentro da casa paroquial.

A investigações contra o padre começaram há pouco mais de um ano antes de sua prisão, quando um comerciante de Presidente Epitácio ouviu relato do próprio filho que diz ter sido abusado. Ele ouviu que um colega da criança também teria sido vítima, e ambas as famílias procuraram a polícia.

Na investigação, a polícia localizou com outro adolescente, também coroinha, uma foto do padre Cláudio nu, tirada dentro do quarto do religioso. A polícia fez busca e apreensão na casa paroquial e apreendeu um computador utilizado pelo padre.

Segundo os investigadores, havia material pornográfico, mas adulto. Após ser suspenso pela diocese, padre Cláudio estava vivendo em Uruaçu, em Goiás. Ele chegou a ser ouvido durante a investigação por meio de carta precatória e negou ter abusado dos meninos

Na época das denúncias, em 2017, a Igreja Católica chegou a divulgar que o padre estava se afastando por motivos de saúde. Depois, revelou que tinha sido suspenso e se mudado para Goiás.

A defesa alegou que prefere não se manifestar neste momento, porque o caso corre em segredo de Justiça.

A Diocese de Presidente Prudente pontuou que prefere aguardar o julgamento do caso para, então, se pronunciar.

O TJ-SP respondeu, em nota, que “o processo tramita em segredo de Justiça e, desta maneira, não há informações disponíveis”.

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