Com condenação de 12 anos do assassino, família de jovem morta pelo ex-marido saiu do tribunal com sentimento de derrota

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Ellen Emília de Oliveira Lima foi morta pelo ex-marido em 2016 em Bataguassu
O jovem foi condenado a 12 anos de prisão pela morte da sua ex-esposa Ellen Emília de Oliveira Lima, que na época do assassinato tinha de 21 anos. A sentença foi dada em Júri Popular na manhã desta quinta-feira (21) na cidade de Bataguassu. Mesmo com a condenação, a família da vitima saiu do Juri com sentimento derrota. 
 
O crime ocorreu em 22 de maio de 2016, quando Lucas por não aceitar a separação da esposa, seguiu Ellen pela rua, quando a vítima caminhava com um primo e uma sobrinha, sentido a Praça do Peixe, ele chegou a aborda-la por duas vezes, implorando para que ela voltasse com ele, pois o casal tinha se separado na noite anterior, após ela descobrir uma traição do seu ex-marido, mas ele inconformado com a separação, começou a ligar para Ellen e enviar mensagens com o intuito de reatar a relação.
 
Na última abordagem já na Avenida Aquidauana, Lucas segurou a vítima pelo braço, ela avisou que chamaria a polícia e quando tentou pegar o celular para fazer a ligação, foi impedida por ele. Ela então entregou o telefone à sobrinha ligar e antes que ela discasse, o acusado tirou uma faca da cintura, atingiu o peito dela e fugiu.
 
Após os fatos, Lucas montou na moto e seguiu sentido a Santa Rita do Pardo, onde acabou preso na casa de sua mãe.
Em 2016, Lucas foi autuado em flagrante por feminicídio, crime cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. Em março do mesmo ano, a vítima havia registrado uma ocorrência de violência doméstica contra o suspeito.
 
Depois de preso, o processo foi suspenso em 2017 porque a defesa dele impetrou recurso e voltou a tramitar neste ano, com pedidos negados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Família se sentiu derrotada
 
A família de Ellen Emília de Oliveira Lima, que pede justiça há 3 anos, saiu do Tribunal do Juri nesta quinta-feira, se sentido derrotada, foi o que manifestou a irmã da vítima, Renata Paula. 
 
Segundo Renata, a preocupação é que levando em conta a Justiça do Brasil , Lucas provavelmente poderá sair da cadeia em 2020, quando terá cumprido 1/3 da pena. 
 
“Estamos sem chão, inconformados. Ninguém levou em consideração nossa dor, tristeza e luto. Nossa família foi totalmente derrotada, ficamos de mãos atadas. A sensação que nós tivemos é que momento nenhum minha irmã foi representada naquele Juri” disse inconformada a irmã da vítima.
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