Secretaria Municipal de Saúde alerta para cuidados em combate a leishmaniose

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Arquivo / Assecom Prefeitura de Bataguassu

O município de Bataguassu já registrou este ano, o total de 8 casos positivos de leishmaniose em humanos e um óbito decorrente de complicações da doença.

O diagnóstico precoce e os cuidados para combater o mosquito transmissor (mosquito palha ou birigui) são os principais alertas que a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde faz à população. “A participação de todos nesta luta é imprescindível para que não haja mais casos da doença em pessoas e também em animais”, aponta a secretária municipal de Saúde, Maria Angélica Benetasso.

A leishmaniose visceral é transmitida por protozoário, tendo como hospedeiro o mosquito palha. Atinge principalmente os cães, podendo também afetar seres humanos. Os animais infectados normalmente têm que ser sacrificados. A proliferação do mosquito palha e do protozoário transmissor da doença ocorre normalmente em locais de fezes de animais, frutas em decomposição e outros materiais similares em estado de putrefação.

Os principais sintomas e sinais clínicos da doença em humanos são febre irregular, de longa duração (mais de sete dias), falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e barriga inchada pelo aumento do fígado e do baço com o passar do tempo.

Com relação aos cães, os principais sinais são apatia, lesões de pele, queda de pelos inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas; emagrecimento, lacrimejamento (conjuntivite) e crescimento anormal das unhas.

Ações
De acordo com Maria Angélica, as ações em combate a doença feitas pela Secretaria Municipal de Saúde compreendem bloqueio de áreas com focos do mosquito por meio de inseticidas além de apreensões de galinhas e outros animais criados em locais propícios a proliferação do mosquito palha.

Outra ação estratégica é a disponibilização de testes rápidos caninos para descobrir animais infectados. Os exames são oferecidos quinzenalmente, sempre às terças-feiras, das 8 às 12 horas (horário de Brasília), no estacionamento da Secretaria Municipal de Saúde localizada na Avenida Porto XV de Novembro, 775, de forma gratuita.

A secretária frisa ainda que a partir da aquisição de um castramóvel, o município fará o controle de natalidade de animais domiciliados e não domiciliados (cães e gatos) como estratégia de combate a leishmaniose. “O objetivo é controlar o número de espécies circulando nas ruas, visando minimizar os impactos de abandono de animais e evitando também a proliferação da doença. Vamos divulgar em breve o calendário de ações e informar os requisitos para a castração dos animais”, disse.

Prevenção
O melhor remédio para evitar a proliferação da doença é a prevenção. Os munícipes são orientados a manter os quintais limpos, evitando deixar materiais orgânicos em decomposição como restos de folhas, frutas podres, galhos, fezes de animais; eliminando essas condições de reprodução do mosquito nos quintais.

Outra solicitação é que seja providenciada a poda de árvores regularmente, ocasionando a radiação solar e a secagem mais rápida do solo.

Os proprietários de animais são orientados a adquirir as coleiras antileishmaniose, que tem a função de espantar e matar o mosquito palha

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