Uso excessivo de Whatsapp aumenta riscos à saúde; entenda

Adolescentes e adultos jovens que usam celular como ferramenta de trabalho são os que mais sofrem com o problema

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REUTERS/Thomas White/File Photo

Sabe aquela dor que você sente quando digita rapidamente uma mensagem no celular? O pulso e o polegar começam a latejar e passa pela cabeça: “Acho que estou carregando muito peso”. Atenção, você pode estar fazendo um uso exagerado do celular.

No Brasil, foram registrados 235,7 milhões de aparelhos até fevereiro deste ano. De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o País encerrou março com quase 30 milhões de acessos ao serviço de banda larga.

Isso tem um impacto direto nos consultórios médicos. As principais reclamações registradas aos ortopedistas são dores nos pulsos e no dedão: “Os celulares ainda não estão totalmente adaptados ao corpo humano. Então, a pessoa usa o polegar para navegar na internet, digitar mensagens e carregar o aparelho”, observa o ortopedista Mateus Saito, do Instituto Vita. E existe uma definição para esse tipo de patologia originária do uso de aplicativos de mensagens em excesso: a Whatsappinite.

O termo WhatsAppite surgiu em 2014 em uma publicação da revista americana Lancet, que falava sobre pessoas que usavam muitos dispositivos portáteis e apresentavam dores na base do polegar. Em português, a definição ganhou novos contornos: Síndrome de WhatsAppinite, uma referência à tendinite.

De fato, usar o aparelho celular para efetuar uma ligação está cada vez mais raro. Os aplicativos de mensagens vieram para ficar e provam que as comunicações humanas estão em transformação. Os usuários preferem escrever uma mensagem em vez de estabelecer um contato direto, como o telefônico. E os motivos podem ser os mais variados, desde o desejo de resolver rapidamente um assunto até a preguiça.

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